Não sei o que porquê, mas as vezes eu surto.
Um misto de insegurança e lembranças desagradáveis me domina e faz com que todos os sentidos fiquem alertas, esperando o golpe que ira me derrubar.
Já caí e levantei algumas vezes. Sei que me recupero. O medo agora é outro. Não é de não levantar, simplesmente não quero cair outro vez. Não quero perder o que tenho. Não quero me decepcionar outra vez.
O problema de se viver um sonho é a certeza de que uma hora vc irá acordar.
Ontem vivi a sensação de despertador acordando no melhor do sono...
Vivi momentos de aflição e por um momento pensei que o melhor fosse acordar. Acabar de uma vez com a angústia, a aflição.
Mas aí, ouvi a voz dele. Mais grave que o normal. Mais firme que o normal. Me amando como sempre. E me senti a mais tola das pessoas.
Por que não seria verdade? Por que mais uma vez eu teria que cair?
Confesso que o medo não passou. No fundo, não sei se vai passar um dia. Mas eu o escondi em um lugar de difícil acesso, pra que até eu o esqueça.
Me agarrei a doces lembranças. Os gestos, o gosto e o cheiro.
Um pouco de nada e uma monte de qualquer coisa.Mistura de sentimentos e sensações que vão mostrar uma coisa estranha e desconhecida: o que há em mim.
domingo, 8 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Não onde , mas sinto que me perdi. E procuro por mim em cada espaço, cada vazio... não acho nada. E me pergunto, será que eu tava aqui? Aquela era eu?
Talvez eu não tenha me perdido, talvez só agora eu tenha me achado.
Eu sou aquela ali do espelho. Aquele reflexo que muitas vezes não agrada, mas eu sou aquilo ali.
Feita de sonhos, lágrimas e qualquer coisa.
As vezes eu bato um papo com o espelho, só pra ter certeza se ele me conhece. Chego a conclusão de que mal me conheço.
Analisando bem, eu sempre estive aqui, me moldando, cosendo quando necessário, colando cacos, decorando paredes. Eu não me perdi, só não aonde acaba.
Queria saber os limites da minha pele, saber se ela vai continuar a esticar enquanto eu trato de me conhecer. Mas eu nem conheço toda a minha pele... só sei que a felicidade mora na linha que vai da nuca ao cóccix.
Talvez eu não tenha me perdido, talvez só agora eu tenha me achado.
Eu sou aquela ali do espelho. Aquele reflexo que muitas vezes não agrada, mas eu sou aquilo ali.
Feita de sonhos, lágrimas e qualquer coisa.
As vezes eu bato um papo com o espelho, só pra ter certeza se ele me conhece. Chego a conclusão de que mal me conheço.
Analisando bem, eu sempre estive aqui, me moldando, cosendo quando necessário, colando cacos, decorando paredes. Eu não me perdi, só não aonde acaba.
Queria saber os limites da minha pele, saber se ela vai continuar a esticar enquanto eu trato de me conhecer. Mas eu nem conheço toda a minha pele... só sei que a felicidade mora na linha que vai da nuca ao cóccix.
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