Quando criança, eu costuma tira a casca de todos os meus machucados. Minha mãe insistia que eu não fizesse, dizia que eu ficaria cheia de cicatrizes, mas eu fazia. Estranho, mas eu sempre tive uma relação diferente com a dor. Não que eu goste da dor. Mas, muitas vezes, eu a procurava. Acho que gostava da sensação de vida que só a dor pode causar. Afinal, a dor acaba quando se morre.
Com o passar do tempo, vi que nas minhas relações sempre havia dor. Uma dor nova, desconhecida." Se eu te amo, vc me causa dor". Assim foi com família, amigos, amores.
E de certa forma, comecei a fazer da dor parte da minha armadura. Na verdade, era mais como uma dessas medalhas de patente militar, me lembrando pelo que lutar...
Tem gente que diz que amor não deve ter dor. Mas, tudo que eu amor, me dói de alguma forma.Até mesmo nesse momento, quando destrincho meu interior, sinto uma dor lascinante .
Ninguém entende como eu faço coisas que me machucam tanto, conscientemente. "Cara, não pensa nisso, só te faz sofrer", me dizem. Mas como negar a sua natureza?
A dor me lembra de cuidar do que amo. Pois, posso perder. A dor me lembra de que estou viva posso me ferir ainda mais. A dor me traz prudência... A dor faz de mim quem eu sou... seja lá o que isso significa.
Um pouco de nada e uma monte de qualquer coisa.Mistura de sentimentos e sensações que vão mostrar uma coisa estranha e desconhecida: o que há em mim.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Eu sonho com destinos, fotos, paisagens. Sonhos com risos , músicas e pessoas.
Peguei a minha mochila e tirei os sapatos.
Corro de encontro a mim...
Ignoro o nome das estrelas, quero descobrir minhas próprias constelações.
Dança pra Lua, choro por você, mas vivo pra vida!
Sou o barco que te convida a encarar essa correnteza.
Sou barulho, bagunça, confusão. Quem precisa de calmaria?
Mas sei ser paz... porque paz é sonho, e eu sou toda sonho.
Me visto de alegria, loucura, desejo.
Sim!! Eu dou a vida por um beijo!!
Te encontro todas as noites. Sou a febre que te arrebata e impede de dormir...
Não tenho rótulo, nome ou forma.
Subjetiva. Sou apenas por ser.
A mim, basta sentir
Se fosse ser algo, queria ser inspiração. Bastaria que eu fosse isso, algo que não pode ser, simplesmente por que nem algo é. E no fim das contas, perceberia que o algo nada mais é do que eu mesma.
Peguei a minha mochila e tirei os sapatos.
Corro de encontro a mim...
Ignoro o nome das estrelas, quero descobrir minhas próprias constelações.
Dança pra Lua, choro por você, mas vivo pra vida!
Sou o barco que te convida a encarar essa correnteza.
Sou barulho, bagunça, confusão. Quem precisa de calmaria?
Mas sei ser paz... porque paz é sonho, e eu sou toda sonho.
Me visto de alegria, loucura, desejo.
Sim!! Eu dou a vida por um beijo!!
Te encontro todas as noites. Sou a febre que te arrebata e impede de dormir...
Não tenho rótulo, nome ou forma.
Subjetiva. Sou apenas por ser.
A mim, basta sentir
Se fosse ser algo, queria ser inspiração. Bastaria que eu fosse isso, algo que não pode ser, simplesmente por que nem algo é. E no fim das contas, perceberia que o algo nada mais é do que eu mesma.
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