Eu me atrevi a sonhar.
Sonhar com amigos, risos e viagens. Sonhei aprender a cantar, escrever um livro.
Dentre tantos sonhos, houve um que sempre me foi recorrente, que sempre martelou
na minha mente, alimentou-se da minha pieguice e em mim fez morada. Esse sonho era amar.
Amar em todos os sentidos da palavrar. Amar como nas canções, amor da forma mais ridícula , à la Fernando Pessoa. Esse sonho, no entanto, pareceu tão vago e distante, quanto os sonhos de ser rock star ou atriz de cinema... até que certo riso fez desse sonho real, consistente, palpável.
Tenho uma coleção de palavras, cujo o motivo eu desconheço, mas que me dispertam as mais variadas sensações: piegas, palpável, utópico, serendipity, tesão... palavras que eu pronuncio sem nenhum motivo, que repito sempre, só por gostar de me ouvir pronuncia-las. Ultimamente , a palavra da vez é o nome dele. É a única palavra que consegue definir o que acontece comigo, e não define nada. Pra ele a palavra é "indescritivel", pra mim , "realidade".
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