Há quem diga que eu vim atrás dele, mas, às vezes, parece que eu vim pra fugir de mim... ou quem sabe me encontrar.
A cada acordar me sinto um pouco mais nova, um pouco mais conhecida, um pouco mais eu.
Encontro aquela que eu nem sabia que conhecia, mas que sempre esteve por aqui...
Encontro com ele e me encontro nos braços dele.
A cada novo rosto, novo sorriso, tenho a certeza de que são os rostos que eu carrego na memória que me dão força para continuar. Longe de tudo sinto estreitar laços outrora frouxos, fracos.
Na casa nova eu descobri que não tenho casa, que todos são minha casa...
Me desmonto e monto de novo. Me despedaço, junto os cacos e descubro uma nova forma de quem não consegue mudar.
A pele antiga jaz ao lado das fotografias, cheiros, abraços. Não a deixo pra trás. Enrolo bem apertado e guardo no relicário. Sei que nunca vou me deixar pra trás.
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