segunda-feira, 14 de março de 2011

aumenta o som que eu amo essa música...

Mais uma vez o mundo girou rápido demais, parece que eu nem vi.
No fundo da cena Chico manda eu não me afobar que nada é pra já. Meu caro ídolo, eu ja abri mão da afobação faz tempo, o pra já não é pra mim, dessa vez foi a vida quem se afobou. Tá passando depressa, no afã de chegar lá. Mas lá é aonde?
"O amor não tem pressa, ele pode esperar..." que lorota da boa meu ídolo maior. O amor tem pressa sim! Amor vive na urgência! Ele não espera pra acontecer, tão pouco quer esperar pra ser amado.
O tempo se afoba, o amor se afoba, a vida idem, mas eu tenho de esperar.
Tô nem aí para o que os escafrandristas farão. Definitivamente , essa não é a sua melhor canção , meu caro ídolo.
Não se nega afobação a um suburbano coração (misturar letras parece coisa do meu amor, que tem um jeito manso que é só seu).Deixe que ele seja o que quiser : herói , rei , bedel.
No lugar atormentar essa dona , que ja não tem vergonha do seu coração, atormente o tempo. Fale pra ele não se afobar.
Enquanto estou aqui, preenchendo espaços vazios com essa conversa mole de colombina sem pierrot, o mundo gira outra vez. Girou rápido de novo, levou a carnaval e seus mascarados, em breve me levará outro feriado. E Chico ainda tem a audácia de me chamar de afobada?
Como posso ser afobada se meu coração ainda está na quarta de cinzas, enquanto a vida já pensa em terminar a quaresma?
Então, meu amado poeta, acho que preciso me afobar um pouco. Senão, o tempo passa na janela e ficarei igual Carolina.

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