Tudo ia bem.Trabalho, família , amigos. A vida, em geral, tava boa.
Eu estava na minha zona de conforto. O coração sereno.Decidida a me amar, deixar de lado as confusões do coração.
O plano fluía perfeitamente.Mas , já dizia o narrador do Josefh Klimber, "a vida é uma caixinha de surpresas".Eu não esperava nada daquela noite, o plano era o de sempre: beber, dançar, rir.
Mas eis que surge um sorriso no meio do caminho. Ah! aquele sorriso!
Será possível alguém sorrir com alma?
No momento em que me sorriu, fui arrebatada. Sabia que era caminho sem volta.
E de repente éramos mãos que ocasionalmente se tocavam. Isolados de todos , envoltos numa áura só nossa. Passaram minutos ou horas?
A noite era só nossa. Todo resto era o resto. Nada mais me importava, não existia mais ninguém além do dono daquele sorriso.
E foi então que me dei conta de que o plano mudara. Já não mais me pertencia. Meus pensamentos, desejos, anseios, eram todos voltados pra ele. A idéia fixa de desapego foi embora, dando lugar a mais genuína ternura.
Me tornei refém daquele sorriso. E desde então , passei a sorrir com a alma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário